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7ª Sessão Ordinária - 31/03/2026

Ata da 7ª Sessão Ordinária Realizada no 3° período na 2ª Sessão Legislativa da 9° Legislatura da Câmara Municipal de Capixaba - AC.

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Ata da 7ª Sessão Ordinária Realizada no 3° período na 2ª Sessão Legislativa da 9° Legislatura da Câmara Municipal de Capixaba - AC.

Aos trinta e um dias de março do ano de dois mil e vinte e seis, às nove  horas, na Câmara Municipal de Capixaba, em sua sede própria, sito à Avenida Governador Edmundo Pinto, nº 1.220, Centro, em Sessão Ordinária presidida pelo Vereador Presidente Diego Souza Nascimento e secretariado pelo Vereador Willian Tessinari Xavier, reuniram-se os Vereadores: Felipe Costa de Souza, Ângela Maria Alves de Paula, Sebastião Oliveira da Silva, Bruno Caetano Silvestre Machado, Marconde Freitas da Silva e Adriano de Lima Ingre, Richard lima. EXPEDIENTE: Foi apresentada solicitação, com fundamento no artigo 197, inciso I, do Regimento Interno desta Casa de Leis, para retirada de pauta do Projeto de Lei nº 001/2026, que deu entrada nesta Casa no dia 16 de março de 2026, uma vez que foi apresentada pelos servidores efetivos desta Casa manifestação acerca do referido projeto, indicando a necessidade de novos estudos através do Departamento de Contabilidade, juntamente com os servidores. Outro ponto destacado foi que, não sendo votado até o dia 02 de abril de 2026, data limite da Justiça Eleitoral, não poderá permanecer para votação. Em seguida, foi lido o Ofício nº 046/2026, da Prefeitura Municipal de Capixaba, que encaminha o Projeto de Lei nº 010/2026, que dispõe sobre a abertura de crédito especial por excesso de arrecadação financeira no orçamento do exercício de 2026 e dá outras providências, para análise e aprovação. PEQUENO EXPEDIENTE. 1º ORADOR - Ângela Maria Alves de Paula.  Eu gostaria de dar bom dia a todos, cumprimentar a todos que nos visitam hoje. É uma honra, tem mulheres fortes aqui nesta manhã. É sempre uma honra recebermos a comunidade de Capixaba aqui conosco presencialmente. Há dias que nós falamos somente para as câmeras, mas hoje nós estamos aqui com a casa cheia, é uma honra recebê-los aqui. Em nome do nosso presidente, Diego, eu dou boas-vindas a todos vocês. Eu estive em duas sessões passadas sem usar a tribuna, estava muito enferma, muita tosse, e hoje ainda faz parte de março, e eu gostaria hoje de dedicar minhas poucas palavras às mulheres. O mês de março é um mês internacional das mulheres, e como hoje ainda é o último dia do mês, eu acho que ainda tem relevância muito forte em falar desse tema. Dia das mulheres são todos os dias, não é, meninas? Todos os dias são nossos dias. E hoje eu estou aqui para celebrar o mês, mas eu estendo porque todos os dias é o dia da mulher, mas como nós temos uma data e um mês, vamos falar desse mês. Nós celebramos nesse mês a história de muitas mulheres, mulheres fortes, mulheres dignas, mulheres que passaram por toda a história, desde a colonização do Brasil. Nós sabemos que foi história de muito sofrimento. As mulheres sempre estiveram abaixo dos seus esposos. As mulheres, em toda a história desde 1500, observamos uma postura patriarcal trazida pelos europeus. Eu agradeço a Deus que permitiu que algumas mulheres, na década de 70 e 80, tiveram essa garra, essa coragem de dizer que não deveriam estar atrás do homem, mas ao lado do homem. Nós que somos mulheres sabemos que não somos pedaço do nosso esposo, somos companheiras, estamos ali ajudando a construir. E ainda nos dias atuais, o que nós observamos? Ainda há um machismo estruturado na sociedade brasileira. Muitos homens ainda não permitem que suas esposas estudem, não permitem que suas esposas procurem atendimento médico. Então nós precisamos compreender que ainda existe esse tipo de discriminação, mas precisamos entender que a mulher está ao lado para construir, trazer dignidade para a família. Hoje eu celebro todas as mulheres do mundo inteiro, destacando a minha mãe como uma das maiores mulheres que eu já vi aqui no Estado do Acre. GRANDE EXPEDIENTE. 1° ORADOR – Vereador. Marconde Freitas da Silva. Bom dia a todos. Quero comprometer a mesa aqui na pessoa do senhor presidente, Diego Paulista, as comissões no nome do nosso amigo vereador Richer, e o público aqui presente, o nome do nosso amigo José Manoel, Chico Mendes, que é lá do Vila Nova. Que todos sejam bem-vindos. Iniciando esse grande expediente, senhores vereadores e senhores produtores e o público presente que está aqui, falando a respeito do meu quinto mandato de vereador que eu tenho aqui nesta casa e nesse município. Eu sempre, é eu que tenho tomado as minhas decisões, eu não tenho, não vou por ninguém. Quando eu vou tomar minhas decisões, é eu que tomo as minhas decisões como parlamentares e representante do povo. Eu trouxe para essa tribuna a questão, senhores, a respeito do transporte que transporta vocês para trazer a produção de vocês até essa cidade. Que é o meu papel de vereador fiscalizar e cobrar. E por toda essa confusão que deu, já está de cabelo branco, ele não é mais criança. O que eu vejo, o que eu tenho tomado as minhas decisões, em 2024 eu tirei uma candidatura. Será que foi alguém que pediu para o vereador Marcondes retirar a candidatura? Não fui eu que retirei a minha candidatura. E do mesmo jeito, essa decisão aqui, eu fui eleito para defender, Zé Manoel, Chico Mendes, o povo, e principalmente vocês que tem calo no pé e tem calo na mão, porque são trabalhadores lá dentro da roça. Vocês são do seringal, vocês não são nem de projeto de assentamento. Vocês são do seringal, então quem conhece seringal conhece a necessidade do povo. Então, é por isso que hoje vocês estão aqui para a gente tomar uma situação, para resolver a situação de vocês, que vocês estão com mais de 70 dias, que vocês estão abandonados por essa Secretaria de Agricultura do município de Capixaba. Se o senhor está aqui hoje, mas o Chico Mendes, que trouxe a produção, não foi a Agricultura do município que foi buscar vocês, não. Não foi a Secretaria de Agricultura que foi buscar vocês, não. Vocês precisam de estar aqui em 15 dias, porque vocês precisam de trazer os filhos de vocês para vacinar, vocês precisam de ir ao médico, as mães, as mulheres precisam de ter o acompanhamento do Bolsa Família. E até agora, vocês estão aí sem assistência. E esse vereador aqui, o vereador Marcondes, que do povo nos esconde, vai estar do lado de vocês, porque eu sou filho de trabalhador, nasci e me criei na zona rural e eu sei muito bem o que é o sofrimento do homem que vive no campo. Ele precisa de atenção, precisa de respeito e precisa de carinho. Por quem? Pela gestão, pelos vereadores, pelos secretários e prefeitos. Vocês precisam de atenção. Então, eu volto a dizer, senhor presidente e senhores vereadores, pode contar com o apoio do vereador Marcondes, que eu vou defender vocês. Eu vou estar defendendo vocês. Muitas vezes esse vereador aqui sai de madrugada para atender demanda da secretaria, enquanto o secretário está dormindo em Rocando. É o papel deles, é o papel da secretaria atender a demanda de vocês. Eu espero que depois da reunião aqui, depois da sessão, vai ter uma reunião para a gente encontrar uma solução para resolver esse problema de vocês. E, ademais, eu agradeço a presença aí de todos. 2º ORADOR – Vereador. Richard . Bom dia a todos e a todas. Queria primeiramente me desculpar com essa casa e com todos que estão aqui presentes. Eu, como todos sabem, passei por um processo de recuperação de saúde esses dias e recentemente tive uma lesão, caí tentando me levantar. E aí tive outros machucados e passei duas sessões sem comparecer a essa casa. Fico muito triste de não estar aqui acompanhando as discussões, mas deixar aqui as minhas desculpas, mas dizer que nós estamos atentos a todas as discussões que envolvem o nosso município. Dentre elas, eu queria começar falando sobre a inércia da gestão em torno das problemáticas que giram em torno do nosso município. Quando a gente vai para as redes sociais e acompanha e recebe as ligações de todos os nossos munícipes, aquilo que a gente mais escuta é o serviço público não está chegando. E quando eu falo de serviço público, é de modo geral. Hoje, por exemplo, uma das maiores discussões que nós temos é a zona rural relacionada a ramais. Uma grande problemática que gira em torno, obviamente, por conta do período chuvoso, por conta das grandes chuvas que tivemos, pontes que foram submersas, ramais que estão sem trafegabilidade nenhuma. E nós estamos aqui para fazer essa cobrança e esse reconhecimento de que o povo está sofrendo. E aí, quando a gente vem a essa tribuna, às vezes parece, vereador Marcondes, que é pessoal, mas não tem nada aqui de discussão pessoal. Quem pode falar com propriedade é quem está aqui hoje, que veio nos visitar, que vive essa realidade, é que sabe onde é que o sapato está apertando, é quem tem que botar seu filho de manhã cedo para ir para a escola e o ônibus não entra todos os dias para buscar porque não tem ramal, porque o ônibus está quebrado, porque a escola liberou, porque não tem merenda escolar para o seu filho. Nós não estamos aqui discutindo política, porque o que está trazendo a discussão aqui que eu estou sentindo, vereador Marcondes, é que estão querendo politizar a coisa. Se a gente discute um transporte do feirante, é porque a gente está politizando a coisa. Se a gente discute um transporte escolar, a gente está politizando a coisa e não tem nada a ver. Nós estamos aqui falando sobre as dores da nossa população. E aí, vereadores, eu queria que vocês se atentassem e largassem as bandeiras e largassem os lados políticos e começassem a entender que o que nós temos aqui é uma população que está sofrendo, é uma população que está abandonada. E o que a gente precisa fazer é dar as mãos e nos ajudar. Sabe por quê? Porque enquanto a gente fica puxando a corda de um lado e de outro, quem sofre é o produtor que não chega, é o aluno que não chega na escola, é a merenda que muitas vezes é a única refeição que aquela criança tem no dia e ela não consegue alcançar. A gente tem que parar do egocentrismo, a gente tem que parar de olhar para o nosso próprio umbigo, sair da nossa bolha e começar a pensar na nossa população, que são mais de 8 mil pessoas que estão aqui dentro do nosso município e hoje, eu falo especificamente hoje, estão abandonadas. E a desculpa que a gente escuta todos os dias, vereadores, é que não tem dinheiro, mas os repasses constitucionais caem todos os meses. É como o salário de um servidor público, que todos os meses está na conta. E por que a desculpa é sempre a mesma, que não tem dinheiro para arrumar um ramal, não tem dinheiro para colocar uma merenda de qualidade, não tem dinheiro para dar manutenção em um transporte? Aí a minha pergunta fica para a população e para todos nós. Vamos parar de oba-oba dentro desta casa, porque aqui virou, sinceramente, um oba-oba tremendo, onde a briga de ego é maior e a briga partidária está virando uma briga maior do que uma briga política pela população e a gente está esquecendo de colocar as coisas, ajudar a colocar as coisas em ordem. Por que eu estou fazendo esse desabafo? Porque mesmo não estando na Câmara nas últimas duas sessões, eu tenho acompanhado as discussões e sabe o que eu vejo? A Prefeitura fazendo pouco da cara dos vereadores. Porque o vereador Marcondes chega nessa casa, assim como eu também, já fiz ofícios desde o ano passado, reivindicando a Secretaria de Agricultura, por exemplo, resposta do porquê que o transporte inicialmente, por quatro anos, foi de graça para a população, transporte que buscava as pessoas na zona rural e, de repente, começaram a cobrar. Já é uma coisa que nos deixa sem uma explicação. A segunda coisa que a gente questiona aqui sempre é, além dessa cobrança, para onde é que está ainda esse dinheiro? Esse é o mais importante, porque se este dinheiro estivesse sendo cobrado, mas revestido para a manutenção do transporte, para a compra de combustível e uma série de outros fatores, hoje nós não teríamos um transporte quebrado há mais de 40 dias sem dar sustentabilidade para o produtor. Ah, mas é ilegal, como alguns vereadores questionam, e eu também acho que dentro de uma... Se a gente for levar para uma questão mesmo de legalidade, tem muita coisa que não está correta. Mas se está atendendo a população e está ajudando, cabe a gente normatizar a coisa. Agora, o que a gente pergunta é, o dinheiro foi cobrado, está com mais de 40 dias. O que foi dito pelo próprio vereador Marcondes aqui é que esse dinheiro foi dito lá na reunião, onde ele estava presente, que o dinheiro seria cobrado, revertido para a manutenção. Quando o caminhão não estivesse, colocaria caminhonete, faria o serviço e não deixaria os produtores na mão. Isso não é o que está acontecendo. Mas eu vou mais a fundo ainda. Se querem tirar a pauta da discussão da legalidade da coisa, mandem para essa casa a prestação de conta do recurso de 2025 todinha que nós solicitamos. E eu já estou cansado de solicitar aqui, através de ofício, vereador, desde o ano passado. E sabe o que eu recebo como resposta? Nada. Isso mostra sabe o quê? Que a nossa casa está sendo desrespeitada e que ninguém está tomando um posicionamento acerca disso. Eu pedi para que a dona Marli faça agora não mais um ofício, faça um requerimento. E nós vamos colocar a apreciação dessa casa para que a gente aí sim tome as medidas cabíveis. E eu já digo mais. Se nós não conseguimos pôr bem, que nós estamos dando prazo desde o mês passado, nós vamos abrir um processo aqui para apurar efetivamente isso. E eu serei o cabeça desse pedido. Porque o que nós não podemos mais aceitar é desrespeito com os vereadores. Acerca desse assunto, eu queria me limitar provisoriamente a isso até que a gente receba oficialmente uma resposta. Eu queria me atentar também a uma outra problemática, acerca da Secretaria de Educação, como eu falei anteriormente, que na primeira sessão deste ano, nós solicitamos dessa casa, por esta casa, uma resposta acerca do início do ano letivo, que incluía transporte escolar, merenda escolar, manutenção do ensino. E aí o meu pedido hoje é a sensibilidade que os gestores têm que ter acerca dessas crianças que estão aí abandonadas, jogadas aí muitas vezes, esperando arrumadinhos que os pais acordam quatro horas da manhã, porque quem não conhece a realidade da zona rural sabe que os pais acordam quatro, cinco horas da manhã para providenciar o café da manhã desses alunos. Arrumam eles, levam eles muitas vezes aos pontos onde eles têm que pegarem esse transporte, sabe para quê? Para o transporte não chegar, como tem acontecido, para não dar condições de acesso, como tem acontecido. Frustra o pai, frustra a criança e prejudica, porque o ano letivo é curto. Daqui a pouco passou o ano inteiro de educação e essa criança absorveu muito pouco. Nós temos que garantir que esses alunos da zona rural tenham acesso à educação. Isso é constitucional, é lei. Outra coisa que eu queria falar também é sobre o processo de contratação. Eu solicitei aqui informações, como eu disse, até agora não chegou. O que chegou foi que me disseram que a contratação seria direta, porque havia sido orientado pelo Ministério Público, repare bem. Depois nós temos aprovado uma lei, o ano passado todo mundo aqui sabe disso, que vieram duas leis para cá. Uma para um processo seletivo, tirar as pessoas da terceirizada e fazerem um processo seletivo. A outra para criar cargos e especificar valores recebidos por estes cargos criados. Escutem bem. Primeiro, esse ano já o seletivo não existiu mais, foi contratação direta, está sendo contratação direta. Segundo os cargos que foram criados continuam existindo nas contratações diretas, mas os valores que nós aqui nesta casa aprovamos não estão sendo respeitados. Nem as características inerentes ao cargo. O mediador tem que ter nível superior, tem que ter uma série de outras especificações do cargo, além de um salário de dois mil e alguma coisa, que eu não peguei a lei hoje para especificar melhor para os senhores, porque a Marli não está aqui. Mas, o fato é, mediador hoje está recebendo cargo de cuidador, recebendo salário de cuidador. Estão sendo todos contratados da mesma forma. Não está sendo cobrado para o mediador qualificação do cargo. E aí, senhores, a gente aprova leis aqui nesta casa, elas viram neblina. A gente aqui serve só para aprovar papel, para dar aprovação, e depois as coisas acontecem na conformidade do que a gestão quer. E aí eu pergunto para os senhores, nós vamos ficar inertes a tudo isso? Dois minutos, senhor presidente. Conseguido. Nós vamos ficar inertes a tudo isso, vendo pessoas sendo remuneradas, tendo uma lei que especifica remuneração e sendo remunerada abaixo do que deveria. Contratações que eram para estar sendo mantidas, do processo eletivo que aconteceu no ano passado, foram dissolvidas, contratadas direto. E agora, na última reunião que eu estive presente, eu não sei se mudou, porque um dia amanhece as coisas de um jeito e anoitece de outro aqui nessa cidade. Eu não sei o que foi que aconteceu. E aí já disseram que agora vai ter que ter um novo processo seletivo, aí eu pergunto para vocês. Depois de quatro anos de gestão, a gente ainda não consegue ter uma orientação acerca de como se faz uma contratação que é simples e constitucional. Não se entra no serviço público se não for por processo eletivo ou concurso público. Concurso público, processo seletivo em casos emergenciais. Isso é trivial, é básico, para que nós temos uma gestão que depois de cinco anos ainda é contratada direto, como se está contratando um diarista para a sua casa. Ou a gente ajuda, se posiciona, e o prefeito e seus secretários pedem a nossa ajuda quanto Câmara, ou a coisa não vai ficar legal. Porque, sinceramente, a gente não dá mais de ficar nesse oba-oba, nessa brincadeirazinha, porque no final das contas quem está sofrendo é a população que está lá na ponta pagando um preço alto, sem serviço público e aí a responsabilidade, meus amigos, é nossa. De todos nós que assumimos um mandato público e estamos na linha de frente. Muito obrigado a todos e tenham um bom dia. 3º ORADOR – Vereador Bruno Silvestre Machado. Bom dia a todos. Cumprimento aqui os vereadores e a mesa em nome do nosso presidente Diego. Cumprimento nossa casa quase cheia hoje. Cumprimento a todos que estão aqui nos acompanhando. Nossa amiga Lurdinha, Chiquinho. Cumprimento também a todos que nos acompanham pelas redes sociais. Meus amigos, quero iniciar falando aqui hoje numa visita que eu tive ontem, no Depasa. Depois de receber mais uma vez uma reclamação sobre a água do nosso município. Quando não é um bairro reclamando que falta água, é outro reclamando que não dá para usar por conta da qualidade da água. Nós, enquanto vereadores, temos obrigação de buscar explicações e ajudar a encontrar solução e eu fui lá no Depasa fazer uma conversa com o Rafael, que é o gerente do Depasa hoje, pra ver se a gente encontra o motivo dessa água estar tão suja. O que nós saímos de lá acertados era que o Rafael vai convocar uma equipe de Rio Branco pra que seja realizada um levantamento, um estudo pra ver se encontra o problema da sujeira dessa água, se é um rompimento em alguma parte da tubulação, se tem que fazer uma limpeza na tubulação, não sei. Eles vão vir aqui e se comprometeu a entregar pra nós um motivo do porquê essa água está chegando tão suja, sendo que lá no reservatório, de fato, a água está sendo tratada e está limpa, mas quando chega na casa, é impossível de usar. Me comprometi com ele também e peço a ajuda dos colegas aqui pra quando a gente tiver um posicionamento concreto do Depasa, pra que a gente possa, se for necessário, captar recursos pra resolver o problema dessa situação da água do nosso município. Se a gente for depender da prefeitura pra resolver alguma coisa, vereador Richard, a gente vai ter lama pra tomar, se depender do nosso prefeito. Que por ele, só com a unha dele importa. Quero falar outro ponto aqui, meus amigos. Mais uma vez, falando sobre a educação do nosso município. Nós recebemos algumas denúncias, algumas reclamações por parte dos pais, por parte dos funcionários das escolas, por parte dos professores. É uma situação específica que está ocorrendo no município. Na escola Nair Sombra, a aula já iniciou há praticamente um mês, pouco mais de um mês. E até hoje, os alunos não têm professor de matemática e não têm professor de geografia. Com a justificativa de que? O vereador Richard acabou de falar. Falta de dinheiro. Não tem dinheiro para contratar professor, não tem dinheiro para contratar mediador, não tem dinheiro pra contratar monitor, tudo não tem dinheiro. Mas eles já nos apresentaram uma solução e apresentaram uma solução para a Secretaria de Educação que até agora não fez nada. Nós temos no município professores que são concursados no município, deveriam estar trabalhando no município, mas que moram fora do município, que em algum momento da vida tiveram uma permuta pra trabalhar em órgãos do Estado, mas hoje não estão permutados e deveriam estar dentro da sala de aula, evitando que essa situação acontecesse. A Secretaria de Educação não faz nada, não contrata o professor e não obriga que o professor concursado, que tem obrigação de estar aqui dentro do município, esteja trabalhando. Mas o salário dele eu tenho certeza que não atrasa, o salário dele eu tenho certeza que não é descontado. Mas as nossas crianças estão sem aula, porque ninguém toma uma providência. Nem secretário e nem prefeito. Até quando que a gente vai aceitar que a nossa cidade fique desse jeito? Outro problema de educação, que não é de hoje, transporte escolar. Hoje pela manhã, agora há pouco, recebi um vídeo do pessoal do ramal da sementeira. Queria que a gente pudesse mostrar aqui, presidente, infelizmente a gente não pode ainda, pra vocês verem a realidade das crianças que vivem dentro daquele ônibus. Encaminharam pra nós aqui um áudio de pessoas que estavam dentro do transporte escolar e que isso está acontecendo há vários dias. Lotado. Tem criança sentada, tem criança em pé, tem criança sentada no chão, tem criança sentada por ser um motorista. As crianças estão reclamando que estão passando mal por conta do calor, por conta do balanço do ônibus. E nós não estamos transportando bicho não, presidente. Ninguém está transportando boi para amontoar desse jeito. Nem boi a gente amontoa que não dá que morre. Tu avalias as crianças. As crianças reclamando que estão passando mal, estão vomitando dentro do ônibus. Até um dia desse o ramal da sementeira estava reclamando que o ônibus não entrava. Não tinha condição. Aí nos dias que o ônibus entra, a situação é essa. As crianças acordam cedo. Um sacrifício danado. Eu já fui criança. Eu não gostava de ir pra aula não. Eu já vinha empurrado. E essa é a realidade da maioria das crianças. Aí tu entra no transporte escolar nessa situação. Tu sai de casa limpa e chega aqui imundo. Que vontade de que uma criança dessa vai vir pra aula. Aí depois fala eu não sei por que tem evasão escolar. Vamos fazer um programa pra diminuir a evasão escolar. Começa resolvendo o problema do transporte escolar de vocês. Começa resolvendo o problema da merenda de vocês. Nós estamos no sexto ano de mandato e essa realidade é desde o primeiro e ninguém faz nada. Nada. Eu tô cansado de subir aqui nessa tribuna falar, falar e ninguém fazer nada. Se tem alguém que subiu aqui em cima dessa tribuna desde o primeiro dia de mandato pra cobrar o que tem que ser cobrado doa a quem doer, fui eu. Eu tenho amigos secretários, sim. Eu tenho relação com pessoas dentro da prefeitura, sim. Mas isso não me impede de cobrar quem quer que seja. Enquanto a gente tiver de fato, vereador Richard, como você falou, vereadores que subam nessa tribuna aqui para cobrar de forma seletiva, isso aqui não vai andar. Enquanto eu tiver gente que sobe nessa tribuna para cobrar A, mas não cobrar B, porque B é meu amigo, porque B fez um favor para mim e porque B me ajudou na campanha, isso não anda. Não anda. Ou sobe todo mundo aqui para bater no que tem que bater, cobrar o que tem que cobrar e juntar todo mundo para ir para cima, que o nosso papel não é encontrar a solução, não. O papel deles é encontrar a solução. Nós somos legislativos e eles executivo. Quantas vezes jogaram a responsabilidade para essa Câmara aqui para encontrar a solução? Como vão jogar na próxima reunião, como o vereador Richard bem falou. Eu não tenho a responsabilidade de encontrar solução para o transporte escolar que está superlotado. Quem tem é o executivo. Eu não fui eleito prefeito, eu fui eleito vereador. Então se eu tenho obrigação de cobrar, é assim que eu vou fazer até o último dia do meu mandato. Dou a quem doer, se prefeito não gostar, secretário não gostar, sinto muito, pede as contas. Nós temos então, vereador Richard, como eu compartilho da tua indignação, nós estamos sendo desrespeitados e tudo o que a gente cobra aqui fica por aqui. Documento não é respondido, requerimento, tão pouco, se o senhor colocar um requerimento aqui na próxima sessão, tem meu voto a favor. Se na próxima sessão qualquer um dos vereadores quiser abrir qualquer processo de investigação dentro dessa casa, sobre qualquer secretaria, não precisa nem me dizer qual é a matéria, tem meu voto a favor. Independentemente de onde seja. Eu estou aqui para punir pelo povo e não pela gestão ou por secretário. Hoje o meu recado é esse, um bom dia a todos e até a próxima sessão. 4º ORADOR. – Vereador. Diego Souza Nascimento. Um bom dia a todos, quero agradecer ao nosso Deus pela oportunidade, quero cumprimentar a mesa aqui em nome do vice-presidente, presidente Felipe Pacheco, as comissões em nome do vereador Marcondes, da nossa vereadora Ângela, vereador Richard, do nosso público presente, começar aqui agradecendo a presença do meu pai Chiquinho, que está ali, da minha mãe Lourdes e do nosso primo Fernando, lá do estado do Goiás, já é a segunda vez que vem aqui no nosso município de Capixaba e a sua presença nos honra muito. Fico muito feliz de só estar aqui nessa casa e estar aqui presenciando, compartilhando um pouco desse momento no qual nós estamos vivenciando e estando como vereador-presidente. O nosso público presente, seu Nildo, meu primo Gelson, minha amiga Jo, meu amigo Zé Manoel do Vila Nova, Zé Manoel, só sabe a dor que você passa, o cara que um dia saiu daqui dessa cidade e já foi lá na tua terra, já cruzou o rio, já andou de pé, já andou de cavalo, eu tenho 39 anos de idade, Zé Manoel, dia 18 de junho eu faço 40, a maior parte da minha infância foi estudando na zona rural, com 11 anos de idade eu cheguei nessa cidade, morei na casa do Sandro Marcelo de favor um ano pra mim estudar, porque naquela época eu tinha 98, Felipe, depois eu voltei pra Capixaba e era em caminhão, que não tinha ônibus não, depois era de bicicleta, então toda essa problemática aqui eu sei, não adianta o cara vim me falar, não, eu sei a dor, e eu me solidarizo quando o vereador Marcondes sobe aqui e fala sobre a dor de vocês, porque ele é de lá, eu sei a dor, eu sei que do outro lado do rio, em pleno século 21 que nós estamos, hoje é dia 31 de março de 2026, vocês não tem energia, vocês não tem estrada, vocês não tem uma escola de qualidade, vocês não tem um posto de saúde lá embaixo, do outro lado do rio, só sabe quando eu já cruzei o rio uma vez, lá no João Paraíba, que o João Paraíba perdeu uma neta ferrada de cobra que trouxeram numa rede, eu tô mentindo, Zé Manel, mas só sabe isso quem já cruzou o rio e já foi lá, então eu sempre digo assim, que é fácil o cara julgar e falar, e tá numa pasta quando o cara não conhece a realidade, e eu tô falando isso aqui só em relação a nossa agricultura não, eu tô falando em relação a todas, no esporte, na educação, na financia, nós temos que ter empatia pelo outro, nós temos que se colocar no lugar do outro, mas o cara quando nunca vivenciou isso aqui, ele não sabe, ele nunca cruzou o rio, ele nunca andou de pé, ele nunca pegou chuva, ele nunca botou pra ele vir, ele nunca atravessou com uma pessoa doente na hora de uma necessidade, vou dar um exemplo aqui, é justo, eu moro do outro lado do rio? Não, eu moro aqui, mas eu sei a dificuldade, aquele porto que tem lá na Subaia, Zé Manel, algum dia eu subi ali com mercadoria nas costas, com areia, no inverno agora na lama, não, mas eu pensei em vocês, e a política pública chegou até lá, é dessa forma que nós temos que pensar, no outro, se colocar no lugar do outro, então o que tá acontecendo aqui hoje, essa casa puxou a discussão sim, às 10 horas vai ter uma reunião com o promotor de justiça, com a câmara, com o prefeito, com o secretário de agricultura, o promotor convocou os outros órgãos, vocês são a parte mais interessada que é o povo, que precisa desse transporte, igual o vereador Richard colocou, é legal vocês andarem com a criança dessa, com combustível, combustível de gás, com feira, mas é necessidade, nem todos vocês tem um carro pra andar, tem uma caminhonete, tem uma moto, vocês precisam trazer a feira de vocês, vocês precisam ir no mercado comprar o que é de vocês e levar lá pra dentro, mas só sabe isso aqui quem já vivenciou na pele, tem que se colocar no lugar de vocês, tem que sair dessa bolha aqui, e um dia lá, andar o seringal com vocês, visitar, ir de pé, ou ir de moto, ou ir de cavalo, é bom mesmo ir de pé, agora nesse inverno, dentro daquele varador, eu falo porque eu já fui, na tua casa, fui no índio, entendeu, e tô até com saudade de ir lá dentro de novo, em breve eu vou, só vou melhorar da minha coluna, se Deus quiser, então assim, contem com esse vereador aqui, eu tô nessa briga com o Marconi, o problema já existe, o problema existe, agora nós vamos achar a solução, o promotor vai vir aqui daqui a pouco, ele vai apertar, ele pode até dizer que isso aqui não é legal, tá, então vamos achar uma saída, e o prefeito tem que estar aqui com o secretário e com as demais pessoas pra nós encontrar uma saída, e ontem Marconi, eu chamei o Kemi lá em casa, que é o secretário da SEAGRI, ele tá arrumando um caminhão aqui, o da SEAPROF, e nós vamos colocar à disposição, Marconde, o governo, a SEAGRI, pra ajudar vocês, vocês não vão ficar desassistidos não, nós vamos fazer uma força tarefa e vamos ajudar vocês, o problema existe, nós vamos tentar solucionar o problema, já já nós vamos sentar todo mundo, o Legislativo, o Executivo, o Judiciário, e vamos encontrar uma saída, porque é assim que tem que fazer, entendeu, a gente tem que ter pulso, eu sempre pedi que o prefeito da cidade, ele é o técnico, você mais secretário, vem cá, você tem 90 dias pra mostrar serviço, se tu não mostrar, vem cá, vem pro banco, vou botar um titular, eu ajo assim, eu, eu sou desse jeito, eu vou fazer 40 anos, eu não tenho mais que florear nada não, chega, já tá bom, tá rendendo, não tá, vem pro banco de reserva, irmão, eu vou colocar outro, agora o que não dá é a cidade desse jeito, suja, escura, um eito de ponte pra fazer ramal, e essa casa, passou um ano e nós estamos hoje findando mais três meses, são 15 meses essa casa sendo parceira e amiga do poder executivo, ajudando as coisas andarem, ninguém aqui tá atrás de puxar tapete de ninguém não, ninguém aqui tá atrás de tirar prefeito do poder não, eu pelo menos não tô não, se eu tiver de ser prefeito dessa cidade vai ser no voto, no voto, quem vai me colocar aqui vai ser o povo, não é puxando tapete de ninguém não, então assim, nós estamos sendo parceiro e amigo, então contem conosco nessa situação, recebi hoje o secretário de saúde aqui no gabinete, pra tratar sobre uma emenda do senador Petecão, que essa casa puxou uma discussão no ano passado, no valor de 198 mil reais, que vai ajudar as crianças dona Ângela, né, as crianças especiais, e recebemos uma boa notícia, que agora no mês de maio, se Deus quiser, o dinheiro tá liberado pra pagar fonoaudiólogo, pra pagar fisioterapeuta, pra pagar fono, isso é política pública, e vai ajudar as mães que têm filhos especiais, que só sabem os pais que têm, então essa é a política que a gente prega, que a gente tá tentando levar até as pessoas, tá, e do mais, só agradecer, contem com esse poder legislativo, e iremos continuar firme no combate, me coloca você também, vereador Bruno, na questão de requerimentos, do que fizer aqui, que foi em benefício pro povo, contem com a minha assinatura, eu estou aqui, do mais que Deus abençoe a vida de cada um de vocês, meu muito obrigado, e tenham todos um ótimo dia. Encerrado o grande expediente, foi aberta a ordem do dia. Não havendo matérias a serem apreciadas, declaro encerrada a presente sessão ordinária, convidando todos para a próxima sessão em dia e horário regimental. Que Deus nos abençoe e que todos retornem para suas casas com segurança. ORDEM DO DIA. Não ouve ordem do dia.  EXPLICAÇÃO PESSOAL. Não houve oradores inscritos. PALAVRA DA PRESIDÊNCIA — Não havendo mais nada a tratar, dou por encerrada a presente Sessão Ordinária, convidando todos os presentes para a próxima sessão, que acontecerá em dia e horário regimental.

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Diego Souza Nascimento  Willian Tessinari Xavier

Presidente                                                    1° Secretário

Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial, mas facilita a pesquisa para localizar a publicação oficial.

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Órgão:

8 de abril de 2026

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📅 Segunda a Sexta-Feira, 08:00 às 12:00 e 13:00 às 17:00

📧 Ouvidoria - camaracapixaba.ouvidoria@gmail.com (Sandro)


Sessões todas as terças-feiras às 09h horas. 

População, compareça e participe! Queremos ouvir sua voz!

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