39ª Sessão Ordinária - Realizada 16 de dezembro de 2025
Data de Abertura
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Hora de Abertura
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ESTADO DO ACRE
CÂMARA MUNICIPAL DE CAPIXABA
Aos dias dezesseis de dezembro do ano de dois mil e vinte e cinco, às nove horas,
na Câmara Municipal de Capixaba, em sua sede própria, sita à Avenida Governador
Edmundo Pinto, n° 1.220, Centro, em Sessão Ordinária presidida pelo Vereador
Presidente Diego Souza Nascimento e secretariada pela Vereadora Ângela
Maria Alves de Paula, reuniram-se os Vereadores: Bruno Caetano Silvestre
Machado, Willian Tessinari Xavier, Sebastião Oliveira da Silva, Marconde
Freitas da Silva, Adriano de Lima Ingre. EXPEDIENTE: Foi lido o oficio
justificativa n° 022/CMC/2025. PEQUENO EXPEDIENTE. 1° ORADOR – Vereador.
Diego Souza Nascimento. Bom dia a todos. Quero primeiramente agradecer ao
nosso Deus pela oportunidade, dizer que é motivo de alegria ter esta casa cheia,
cumprimentar a mesa diretora em nome do nosso presidente, o Willian Tessinari, as
comissões em nome do vereador Sebastião, nosso público presente em nome de
todos os servidores da nossa cidade, da administração, do meu amigo Vidal, da
nossa produtora rural, minha amiga Maria, lá da Cimenteira. Sejam todos
bem-vindos a esta casa de leis. Eu gostaria de chegar neste fim de ano, hoje, dia 16
de dezembro, e dizer que as coisas realmente estão bem na nossa cidade, que
fluíram, mas infelizmente não é motivo para se alegrar. É tanto que hoje todos vocês
pararam o que estão fazendo, saíram de suas casas, dos seus trabalhos, e vieram
aqui reivindicar o que é de vocês, de total direito, que todo servidor tem direito de
trabalhar, ser remunerado e ter direito ao seu salário, aos seus auxílios, que são
adquiridos por lei. A grande maioria, creio que está aqui, são funcionários
concursados, que estudaram, passaram no concurso, prestaram a prova e estão há
vários anos trabalhando na nossa cidade. Ontem a gente recebeu aqui o Alex, na
Câmara, sentamos aqui com os vereadores, e o Domingos esteve aqui, agora
comigo também conversou, a Aurilene tinha me ligado, o prefeito esteve aqui agora
de manhã, e realmente a situação não é boa, não é boa porque, quando chega
agora o final de ano, o que todo mundo quer? Quer ter uma ceia de Natal farta, quer
receber o seu salário em dia. E há muitos e muitos dias, Geram, a gente vem
alertando. Desde o dia 12 de janeiro, quando eu assumi a presidência desta casa,
eu tenho falado. O Diego Paulista, o meu mandato, está à disposição para ajudar o
povo desta cidade. Do poder legislativo, do poder executivo municipal e tanto no
governo estadual. Me entristece quando, hoje, dia 16 de dezembro, na cidade não
foi passado nem uma cal no meio-fio. Me entristece que a cidade não esteja limpa.
Me entristece que a cidade esteja escura. E me entristece ainda mais quando vocês
estão reivindicando mais uma vez o salário de vocês, e que olhe lá se vocês ficarem
sem receber o salário de dezembro. Eu fico feliz com isso? Não fico, não. Fico triste.
Só que eu não sou prefeito, não. Eu não sou executivo, não. Eu sou legislativo. E
tudo que entrou nesta casa durante esses 12 meses, esta casa tentou ajudar esta
cidade e os servidores. Tudo que passou aqui. Esta casa nunca prejudicou o Manoel
em nada. Nada. Nós só tentamos ajudar. E falei ainda agora aqui, torno a repetir.
Quantas e quantas vezes em janeiro e fevereiro: vamos sentar com a Prefeitura, os
vereadores, a Câmara. Vamos sentar no Tribunal de Contas, no Ministério Público.
Precisa fazer um reajuste. Vamos cortar gastos. Tem secretários aqui. Tem
secretaria que tem oito funcionários, onze, fazendo nada. A verdade é essa, tem que
ser dita. E está faltando onde Está faltando em vocês. Eu sempre tenho dito, o
Manoel não é um cara ruim. Ele é uma pessoa boa. Ele senta, ele te ouve. Só que,
infelizmente, o time que o incorpora, que está do lado dele, é um time fraco. E, para
fazer gestão, o cara tem que ter pulso. Se tu não tiveres pulso, tu vais para o lugar
de muitos que já passaram aqui nesta cidade. Gestão. Todo mundo acompanhou
como era esta Câmara há 5 anos. Como é que a Câmara está hoje? Gestão. Vocês
estão vendo aquele selo ouro ali? Em 32 anos, nunca tinha uma Câmara atingido o
selo ouro no portal de transparência e legalidade com as contas públicas. A primeira
vez. Isso é compromisso, é gestão. Eu já paguei a metade do décimo aqui.
Sexta-feira agora, talvez até antes, eu vou pagar o salário de todos os vereadores e
servidores. É o quê? Compromisso é gestão. Então, se nós não tivermos
compromisso com a gestão, estão aqui vocês com esse rosto triste. E nós temos
que fazer o exercício. Dependendo aqui hoje, tu vais passar o outro ano devendo
salário. Sem auxílio. O cartão de alimentação de vocês, tanto o da saúde como o de
vocês, está atrasado. O salário está atrasado Vocês sem saber se vão ter agora o
pagamento no final do ano. Isso é ruim. Isso é péssimo. Entendeu? Então, fica aqui
esta reflexão. E nós, enquanto Câmara, estamos aqui para ajudar vocês. Eu vou
voltar no grande expediente. E, no mais, neste momento, meu muito obrigado.
PEQUENO EXPEDIENTE. 2a ORADORA – Vereadora. Ângela Maria Alves de
Paula. Gostaria de dar bom dia a todos e a todas. Em nome desta Casa Legislativa,
de todos os vereadores e servidores desta Casa, eu saúdo a todos os presentes
neste dia com um bom dia. Cumprimento em especial o Senhor Presidente, a Mesa
Diretora, os nobres vereadores e todos os servidores. Cumprimento a todos vocês.
Em nome do Senhor Alex, que é o presidente do Sindicato, que está presente aqui
em colunas. Eu compareço aqui, nesse primeiro momento, nessa Casa Legislativa,
com um profundo senso de responsabilidade, compromisso público, para prestar
conta do primeiro ano de mandato que me foi confiado pela população de Capixaba.
Este momento representa mais do que um ato formal. É um exercício de
transparência, democracia e respeito à vontade popular. Desde o início da
legislatura, eu compreendi que o mandato parlamentar vai muito além de vir à
Câmara Municipal, de votar projetos, fazer vídeo para postar nas redes sociais. Ser
vereador exige dedicação, diálogo, respeito, decisões conscientes, controle das
emoções e coragem para agir. Minha postura aqui na Câmara Municipal tem sido
marcada pelo diálogo, diálogo constante mesmo diante de debates intensos, de
algumas divergências. O propósito aqui sempre foi diminuir a desigualdade, aliviar
sofrimento e preservar a dignidade humana. Mantive-me firme, mesmo em
momentos de maior tensão, convicta de que a ética, o equilíbrio e o respeito
fortalecem essa Casa. Tive ainda a honra de presidir essa Casa por uma semana.
Foi uma experiência memorável que reafirmou o valor da cooperação e do trabalho
coletivo em favor do bem comum. Entre as ações concretas, eu destaco aqui a
defesa pela educação como instrumento de transformação social. Então, para tanto,
participei juntamente com os outros demais vereadores na mediação em busca de
transporte coletivo para que os universitários tivessem a oportunidade de estudar
em Rio Branco. Estivemos, juntamente com o presidente e outros vereadores, como
o vereador Sebastião, no IFAC, na UFAC, solicitando um polo de universidade aqui
para o nosso município. Trabalhamos em busca de cursos e concursos públicos,
cursos técnicos para jovens e mulheres, entendendo que a qualificação é o caminho
para a autonomia e a justiça social. Cumpri com responsabilidade a fiscalização da
limpeza pública, fui muito chata com isso, serviço em saúde, educação e assistência
social, pautando no diálogo permanente com secretários e também com o prefeito
municipal. Fizemos articulação com deputados estaduais, senadores, deputados
federais, em busca de emenda parlamentar para investimento no nosso município.
Participamos de audiências públicas, conferências, fóruns, por acreditar que legislar
só faz sentido quando nós construímos com a participação popular. Este primeiro
ano foi marcado por desafios, aprendizado, mas sobretudo por compromisso, escuta
e presença junto à população. Eu reafirmo aqui meu compromisso de seguir
exercendo este mandato com ética, coragem, humanidade, trabalhando pela
construção de um município mais justo, inclusivo e digno para todos. Eu voltarei no
próximo momento. GRANDE EXPEDIENTE. 1° ORADOR – Vereador. Willian
Tessinari Xavier. Bom dia a todos, quero cumprimentar a mesa em nome do nosso
presidente, Diego, cumprimentar o público presente em nome de todos os vascaínos
que se fazem presentes hoje. Dizer que é um motivo de muita alegria para nós. Há
14 anos a gente não sabia o que era a emoção de viver uma final novamente, mas,
quebrando aqui o gelo, quero parabenizar todos os funcionários que se fazem aqui
presentes. Quando a classe se une, eu tenho falado isso desde fevereiro, tem que
se unir. Quando a classe se une, quando se une com a classe, com a categoria, com
os vereadores, com o prefeito, com o governo, e assim que seja, a tendência é as
coisas melhorarem. Quando tem um, dois, três brigando e os outros não, fica
sobrecarregado para quem está na frente e acaba não conquistando aquilo que
vocês almejam. Mas quero parabenizá-los por vocês estarem aqui, reivindicando
aquilo que é direito de vocês, todos os funcionários. Eu prezo para que todos os
funcionários ganhem bem mesmo, porque os funcionários que estão ali para servir
todos os dias, servem quem? Servem à população, servem às pessoas que
precisam do nosso trabalho. Teve uma sessão em que eu, no dia do servidor,
parabenizei os garis. Porque os garis têm um trabalho essencial dentro do nosso
município, e poucas pessoas reconhecem isso. É um trabalho que passa
despercebido, presidente, mas é um trabalho de suma importância para a nossa
cidade. Passa uma semana, um mês sem colher o lixo para você ver o transtorno. E
a gente já viveu isso nesta cidade. Já vivemos isso. A gente viu que era difícil, era
triste a realidade. Mas quando o trabalho, com toda a dedicação, todo empenho, é
feito com amor, muitas das vezes são as pessoas que ganham menos. É o roçador,
é o gari, mas estão ali todos os dias trabalhando. Trabalhando por algo,
principalmente para sustentar a sua família, mas ajudando as famílias de todo nosso
município de Capixaba. E eu quero aqui hoje registrar a nossa última sessão deste
ano, 2025. Quero agradecer a Deus por esta oportunidade, doutora Ângela. Eu vi
que, na sua fala, a senhora destacou vários pontos do seu mandato. E eu sou
testemunha, eu sei que você realmente, durante este ano, por ser uma mulher, a
única mulher da Câmara, dos vereadores não da Câmara porque tem outros
servidores aqui, a Marli, a doutora Tânia, a nossa servidora que é uma mãe para
nós, que é a dona Branca. Desde janeiro ela vem atendendo a gente aqui da melhor
forma possível, cuidando da gente. E eu fico feliz em encerrar este primeiro ano,
porque foi um ano muito difícil, um ano de poder aprender essa experiência, de
poder ganhar em alguns pontos e perder em outros pontos, porque nem tudo é da
forma que a gente deseja, que a gente quer. Quando eu assumi o mandato, eu achei
que poderia resolver tudo. E a gente se pega, se esbarra nos desafios, nas
burocracias e a gente vê que é de outra forma, doutora. Mas eu deixo aqui
registrado que foi um ano difícil, mas foi um ano em que a gente pôde estar aqui
presente, lutando e desejando o melhor para esta cidade. Esta cidade que a gente
tanto ama, tanto gosta e tanto quer que as coisas vão bem. Eu sei que a cabeça do
prefeito... Ele deve ter um milhão de coisas na cabeça dele. Ser prefeito de um
município pequeno não é fácil, a gente sabe disso. Principalmente de um município
como o nosso, que arrecada muito pouco, que tem uma arrecadação muito baixa em
questões de finanças, que tem dívidas milionárias, heranças que não vão ficar só no
Manoel, vão passar para outros prefeitos que assumirem daqui em 2028 e são os
primeiros desafios de cada um. Mas a gente sempre pediu com clareza, com
sabedoria, junto com ele, nos bastidores, conversando para ter sabedoria para
tomar as decisões. Eu espero que 2026 seja um ano melhor, que ele possa gerir
melhor este município, que ele possa avançar onde ele não pôde avançar em 2025
e que ele possa entregar uma gestão para a qual ele já foi reeleito. Um ano já se
passou, ele vai ter mais três anos de oportunidade de ser prefeito e marcar o nome
dele na história deste município. De um prefeito de oito anos, a gente espera
sucesso, porque, se o prefeito conduzir bem a administração do nosso município,
todas as coisas vão funcionar naturalmente. E eu fico aqui, com estas palavras,
espero que a gente possa ter um Natal, apesar de estarmos com estas dificuldades
que a gente está enfrentando, mas que possa ser um momento de muita reflexão
para todos nós. E a gente espera de 2026 um ano diferente, um ano em que a gente
possa avançar mais. E eu vou encerrar esse meu discurso, o mesmo discurso que
eu fiz na primeira sessão em que eu subi nesta tribuna, muitas vezes tremendo,
porque não tinha o hábito ainda de falar na tribuna, mas eu fui vencendo, fui me
adaptando e eu quero encerrar este discurso falando da mesma forma que eu falei
no início deste mandato: que tem que ter união. Tem que ter união entre município, a
Câmara, o governo e o governo federal. Se as coisas não tiverem união, vão
quebrar e vão quebrar onde? Vai quebrar nas pessoas, vai quebrar no povo.
Quando se tem um governo federal, independente de quem seja o presidente,
quando se tem um governo estadual, independente de quem seja o governador,
quando se tem o prefeito, independente de quem seja o prefeito e os vereadores,
quando todos estão na mesma missão de representar as pessoas, que por elas nós
estamos aqui hoje, as coisas vão melhorar. Agora, quando um puxa para um lado,
puxa para o outro, só pensa nos próprios umbigos, no próprio benefício, quebra no
povo. No mais, meu muito obrigado, que Deus nos abençoe. Tenhamos um dia
maravilhoso. GRANDE EXPEDIENTE. 2 o ORADOR – Vereador. Bruno Caetano
Silvestre Machado. Bom dia a todos. Quero aqui cumprimentar a mesa e todos os
colegas vereadores em nome do nosso presidente Diego. Cumprimento a todos os
servidores que estão aqui nos acompanhando, todos os demais que também não
são servidores. É um prazer tê-los aqui nesta última sessão do ano e acho que é a
primeira vez que nós vemos esta casa tão cheia neste ano, né, presidente?
Cumprimento também todos os amigos que nos acompanham pelas redes sociais.
Quero iniciar aqui tocando num assunto que o nosso presidente já falou, que foi o
selo ouro que esta Câmara recebeu pelo Portal de Transparência, um selo inédito
na história desta Câmara. Quero dizer que, assim como a mesa diretora tem
trabalhado com transparência, alimentando o portal, dando transparência às contas
públicas, nosso mandato tem sido da mesma forma, com responsabilidade, com
transparência. Embora eu seja oposição ao prefeito desta cidade, em nenhum
momento nós tivemos o intuito de prejudicar, de atrapalhar. Muito pelo contrário, né,
Dona Ângela, enquanto comissões, nós sempre estivemos unidos, mesmo com as
divergências políticas, com discussões, quando o assunto era tratar projetos da
Prefeitura. Passamos o ano inteiro unidos, corrigindo projetos, resolvendo situações
para que os projetos chegassem aqui em cima e fossem votados com o mínimo de
coerência. Porque o que veio de projeto errado para esta casa não foi brincadeira,
não. Eu queria, como nosso presidente falou, subir aqui nesta última sessão do ano
e falar de uma coisa boa, de falar de uma cidade organizada, falar de uma gestão
que deu certo. Eu sou oposição, sim, mas eu não sou contra o desenvolvimento da
minha cidade, eu não sou contra o povo da minha cidade. O que for de benefício
para esta cidade vai ter sempre o meu apoio. Eu não tenho intenção de atrapalhar,
eu tenho intenção de cobrar o que está errado e foi para isso que eu subi nesta
tribuna aqui hoje. Entre tantos outros problemas que tem nesta gestão, um deles
tem me chamado a atenção, que é a falta de capacidade desta gestão de cumprir
com as leis que eles mesmos fazem. A exemplo disso, nós tivemos esta semana
alguns funcionários da saúde que nos procuraram para relatar sobre
descumprimento de uma lei que eles mesmos elaboraram, que é o estatuto que
alterou vocês de CLT para regime estatutário, regime híbrido, relatando que, dentre
outras situações que não estão sendo cumpridas lá, uma delas é o pagamento do
adicional de insalubridade dos funcionários da saúde. Lá na lei está bem claro,
dizendo que o pagamento deve ser feito com base no salário-base do servidor. E
hoje, eles estão descumprindo uma lei que eles mesmos fizeram e pagando esse
adicional sobre o salário mínimo. Esse artigo em específico foi discutido dentro
desta sala de comissões com o doutor Lauro, com o advogado do sindicato, com a
categoria, com todo mundo que se fez presente; inúmeras vezes foi discutido esse
artigo. E agora, um mês depois, na hora de cumprir o que eles mesmos fizeram,
eles não dão conta de cumprir. E aí, o que os funcionários da saúde nos relataram,
desculpa, da saúde, é que, ao procurá-los, eles falaram que é inconstitucional pagar
com base no salário-base, que tem que ser sobre o salário mínimo. Pelo amor de
Deus, doutor Lauro, é só dar um Google que está lá escrito que existe decisão,
entendimento do STF que fala que o pagamento tem que ser sobre o salário-base.
Onde que isso é inconstitucional? É só um dos exemplos dos quais esta Prefeitura
não tem capacidade de cumprir com o que se propõe a fazer. Outra situação
relacionada a isso, que já não é de hoje, é o pagamento do reajuste dos funcionários
administrativos da educação, que fizeram uma lei, aprovaram a lei aqui na
legislatura passada e, na hora de pagar, eles não deram conta de pagar o que
estava na lei. Estão pagando com base em outro cálculo, que também é a mesma
situação que eu acabei de citar aqui. Vamos para mais uma situação de
descumprimento de lei. A situação de todos vocês que estão aqui. Lá na lei que tem,
se eu não me engano, desde 2022, feita também pelo Executivo atual, dizendo que
vocês têm direito ao auxílio-alimentação. Eles fizeram, eles mandaram, foi aprovado
e vocês têm direito de receber. Pelo que consta, vocês já estão um mês sem
receber o auxílio-alimentação, um mês com o cartão-alimentação atrasado; este
mês o cartão já foi cortado, e a previsão é que vocês não vão mais receber esse
auxílio-alimentação. Lá em meados de abril, veio para esta casa uma lei que incluía
nessa lei o auxílio-alimentação dos comissionados. Foi perguntado em comissões
pelos responsáveis: Vocês têm condição de pagar? Nós temos condição de pagar,
pode aprovar. Eu votei contra, porque desde o começo do ano nós sabíamos que
esta Prefeitura passava por situações difíceis, situação financeira difícil e que
provavelmente não daria conta de pagar o auxílio-alimentação que já tinha, quanto
mais esse. Está aí o resultado, não vão dar conta de pagar. E a justificativa para isso
é sempre falta de dinheiro, complicado. Eu queria perguntar para o prefeito se, no
final desses oito anos, ele vai olhar para trás e ele vai ter deixado o quê de legado
nesta cidade? Ele vai ter construído o quê de concreto nesta cidade? Pois eu vou
lembrar de um prefeito que não teve a capacidade de cumprir com as leis que ele
mesmo criou; é assim que eu vou lembrar do prefeito. Quero falar aqui também da
situação dos pagamentos atrasados e continuar nessa fala aí da falta de
cumprimento de promessas. A situação de vocês aqui em relação ao reajuste de
vocês, certo? Nós sabemos que o prefeito tratou com vocês, fizeram proposta, teve
contraproposta, vocês aprovaram em assembleia e o prefeito agora se nega a pagar
o reajuste de vocês, que era previsto para o dia 31, certo? E mais uma vez sob a
justificativa de quê? Falta dinheiro. Sabe o que é que falta? Falta gestão. Falta
gestão, porque nós estamos na iminência deste fim de ano de uma quantidade
enorme de servidores passar o seu dezembro com metade do décimo terceiro. Nós
estamos na iminência de atraso salarial, não pagar dezembro, pagar só em janeiro.
O auxílio-alimentação, que de certa forma era um escape de vocês, não tem, e o
que tem de concreto é que eles vão pagar metade do décimo terceiro e, para quem
recebe um salário mínimo, a metade do décimo terceiro do fim de ano vem com
todos os descontos em cima. Vocês vão passar o fim de ano com 300 reais no
bolso? O prefeito não. Mesmo quem recebe só metade do décimo vai receber mais
de quatro mil reais. Ele não está preocupado com vocês. Então, meus amigos,
essas são situações que se perpetuam ao longo desses cinco anos e que não vão
mudar. Nós temos aqui outra situação, caminhão do lixo, há relatos de que já tem
quatro meses de atraso. Nós temos médicos que pediram demissão por salário
atrasado. O auxílio-alimentação e todos esses outros pontos. E isso, meus amigos,
é resultado de cinco anos de uma gestão que não soube fazer gestão. Meu tempo
deve estar acabando, tinha mais coisas para falar, mas eu tenho alguns pontos aqui
importantes para serem colocados. Quando o prefeito fala que não tem dinheiro
para resolver essas situações, eu quero provar para vocês que ele tem dinheiro. Eu
tenho alguns papéis aqui que mostram a nomeação de alguns funcionários
comissionados. E aí, eu quero saber se vocês concordam com isso. Nós temos
nomeado na prefeitura o chefe da divisão de limpeza pública; não vou nem citar o
nome para não ficar constrangedor. Nós temos nomeado e recebido da prefeitura
coordenações de ações urbanísticas e de limpeza pública. E nós temos coordenador
do Departamento de Limpeza Pública. Agora eu pergunto: qual limpeza pública? Se
nós estamos aqui desde janeiro cobrando limpeza pública, todos eles nomeados e
recebendo o encargo em comissão. Nós temos outros cargos aqui. Chefe de
Paisagismo, diretor do Departamento de Paisagismo Urbano. Isso aqui está aqui,
puxado do portal de transparência, e está aqui, funcionário, situação de servidor,
trabalhando. Isso são portarias que existem e são nomeadas. Chefe da divisão da
Junta Militar. E tem mais. Coordenador de Programa de Açude. Chefe de Apoio a
Agroindústrias. Eu quero saber. A situação é falta de dinheiro ou falta de gestão?
Isso aqui está tudo nomeado e funcionando Está no portal de transparência para
quem quiser puxar. Dois minutos, senhor presidente. Então fica aqui, nessa última
sessão, a minha indignação com essa gestão, que não tem prioridade. Quer dizer,
tem. É o bolso deles. É o bolso do gestor. Essa é a prioridade. Fica aqui a minha
indignação. Eu sou oposição? Sim. Mas oposição a tudo isso aqui que está errado.
E eu estou do lado de vocês. Vocês podem contar comigo. Se vier uma lei para cá
pedindo para excluir seu auxílio de alimentação, eu vou votar contra. Vocês não
falaram que vocês dão conta de pagar? Vocês não falaram que têm condição
financeira para pagar? Vocês não mandaram para essa casa pedindo mais auxílio
de alimentação para pagar? Então agora vocês dão conta. Agora vocês dão conta.
Vocês não têm culpa disso. Vocês não têm culpa da falta de gestão. E essa gestão,
para mim, é uma vergonha. Para defender uma gestão dessa, tem que ter muita
coragem ou falta de noção. Um bom dia a todos e até ano que vem. GRANDE
EXPEDIENTE. 3o ORADOR – Vereador. Sebastião Oliveira da Silva. Bom dia a
todos. Quero cumprimentar aqui o dispositivo na pessoa do nosso presidente,
secretário, vice-presidente, que está na cadeira do vice-presidente, aí o nosso
secretário William Tessinari. Cumprimentar a mesa das comissões em nome do
nosso vereador Marcond, todos os funcionários da casa, todo o público presente.
Que alegria ver vocês todos aqui hoje, nesta manhã. Cumprimento aqui todos os
funcionários públicos que se fazem presentes. A gente e os demais estamos aqui
presentes. Sintam-se à vontade nesta casa, esta casa é de vocês, esta casa é do
povo. E nós nos alegramos muito quando vemos esta casa cheia. Sabemos aqui
que tem povo que acredita em melhorias, povo que acredita em mudança no nosso
município. E para isso eu tenho visto cada vereador nesta casa se esforçando,
levando as suas indicações, levando os seus ofícios para a melhoria desta cidade, a
melhoria deste povo. Tudo o que o Bruno falou aqui eu aprovo. Queremos melhoria
para todos os funcionários. Vocês trabalham porque querem ver o pão na mesa dos
seus filhos. E ainda mais neste final de ano, quando a gente recebe uma notícia de
um desfavorecido que não tem dinheiro para pagar os funcionários. Isso aí é uma
vergonha. Eu iria falar só coisas boas hoje, mas às cinco horas da manhã recebi
ligações, pessoas me cobrando. Nós somos vereadores, fiscais do povo, nós
recebemos cobrança todos os dias, e é cedo, cinco da manhã. Maicon Nogueira da
Alcobras e a Dona Socorro fazendo as suas indicações, reclamando sobre a ponte
ali do ramal Antônio Costa, aquelas duas pontes do ramal Antônio Costa de asfalto
ali, que estão se desmoronando, se quebrando. E o povo está passando ali num
carro pequeno, está quebrando os carros, os para-choques. Está uma verdadeira
desordem. Então, mais uma vez aqui eu faço uma cobrança enorme. Desses
amigos que me cobraram, Maicon Nogueira, Dona Socorro, quero dizer também que
eu já fiz um ofício, foi enviado para a Secretaria de Obras solicitando a reforma
dessa ponte. Quero dizer aqui que pedi para a nossa gestão olhar mais para o
nosso povo da zona rural, como foi citado, o nosso povo da zona urbana também.
Vemos aí um bairro, um verdadeiro lixo, tomando conta, e principalmente neste final
de ano, em que a cidade era para ter uma árvore de Natal na chegada, iluminando,
valorizando os 10 mil habitantes que nós temos no nosso município. Quero também
aqui dizer que ontem, quando saí daqui da nossa reunião de comissões, recebi uma
ligação de uma mãe de família também desesperada, ali na beira do rio Acre, que o
filho dela estava com três dias sem ir à escola. Rapidamente fui lá, conversei com a
mãe de família, liguei para o nosso coordenador Alcimar, ele me atendeu muito bem,
que é isso que todos os secretários aqui do nosso município, quando cada vereador
aqui ligar, fizer uma reclamação, uma indicação, eles responderem com dedicação e
darem uma resposta para todos nós que somos vereadores, porque nós levamos a
indicação porque o povo precisa de uma resposta. Quero aqui agradecer ao
coordenador do núcleo, Alcimar, por ter me atendido, e hoje o ônibus foi fazer a rota
lá do ramal do Barriga. Quero parabenizá-lo pela forma de atendimento que ele tem
me dado. E tem secretários que ficam com raiva quando uma reivindicação, quando
uma cobrança de um vereador chega, ele fica com raiva. Secretário é para trabalhar,
é para mostrar serviço para o povo. O povo quer ver o secretário trabalhando,
desenvolvendo os seus trabalhos. E é para isso que nós estamos aqui como fiscais
do povo, para cobrar e mostrar o direito da nossa comunidade. Quero aqui fazer um
agradecimento especial por essa última sessão do ano. E nós hoje estamos aqui na
última sessão do ano. Quero fazer um agradecimento, senhor presidente, por estar
vencendo mais um ano. É o primeiro ano de mandato meu, né? É o primeiro ano de
mandato meu. E eu fico muito grato pela população que acreditou no meu mandato.
Senhores vereadores, e a todos nós, e a todos vocês que estão aqui, quero fazer
um agradecimento especial por todos que acreditaram em mim, acreditaram no meu
parlamento, no meu mandato, para fazer a diferença do povo. Cada indicação que
fiz aqui nesta casa, cada ofício que fiz nesta casa, foi para a melhoria da nossa
cidade, foi para a melhoria do nosso povo. E aqui eu quero, em forma de gratidão,
agradecer a cada um de vocês que chegou nesta Câmara e fez as suas
reclamações. Fizeram as suas reclamações nas ruas, fizeram as suas reclamações
nos ramais, e chegou até mim, chegou até cada vereador aqui. Porque as
reclamações de vocês fazem os nossos projetos se desenvolverem nesta casa,
neste município. Tem vereador, tem prefeito que não gosta de receber reclamação.
Eu gosto, sabe por quê? Porque as reclamações que chegam até mim fazem os
meus projetos se desenvolverem para melhorar a nossa cidade. O que vemos falar
é que a cidade está suja, é que a cidade está escura, é que não tem dinheiro,
recursos para pagar os funcionários. Nós queremos cobrar, porque nós queremos
melhoria para o nosso município. Queremos ver o sorriso no rosto do nosso povo
que trabalha todos os dias, aquele também que trabalha no sol quente, aquele que
sai, agente de saúde que sai das suas casas cedo para trabalhar no sol quente
para, no final do mês, receber os seus salários. Então, em nome de todos os
funcionários do nosso município, eu quero fazer aqui uma forma de gratidão a todos.
Quero contar aqui uma parábola muito rápida, muito curta e pequena. Não sei se é
possível o meu tempo. Um certo pastor foi presidir um campo. E, quando ele chegou
nesse campo, ele pegou todas as suas economias e investiu em uma grande casa.
Investiu todas as suas economias em uma grande casa. E disse que, ali naquele
campo, naquela casa, ele ia morar para o resto da vida. E era o último campo que
ele ia presidir, ia se aposentar. Quando ele terminou a sua casa, o pastor-geral, o
pastor-presidente, disse que o tempo dele ainda não tinha acabado. Que precisava
dele para ir presidir em outro campo. O que eu quero dizer, meus irmãos, é que o
pastor não pode fazer a vontade dele, mas sim a vontade de Deus. A mesma coisa
somos nós, servidores públicos. Nós não podemos fazer a nossa vontade, sim
aquilo que o povo quer na sua comunidade. Assim que o povo quer na sua cidade.
Então, o que nós vemos aqui são gestões querendo fazer as suas vontades quando
chegam ao poder público. Nós não podemos fazer só a nossa vontade. Temos que
fazer a vontade do povo em cima dos projetos que eles almejam, em cima dos
projetos que eles estão precisando na sua comunidade. Esse pastor, ele deixou a
casa nova dele depois de concluída e nunca morou nela. Foi para outro campo.
Então, nós precisamos ter cuidado com tudo isso. Trabalho público, verba pública,
patrimônio público, porque aquilo ali, o reino, não é para sempre. Devemos fazer
enquanto é tempo para o povo. Enquanto eu tiver mandato aqui, eu vou cobrar, eu
vou fiscalizar o direito do povo. No mais, meus amigos, eu quero agradecer a
oportunidade. GRANDE EXPEDIENTE. 4a ORADORA – Vereadora. Ângela Maria
Alves de Paula. Bom dia, novamente. Vou quebrar o protocolo, vou fazer como
Gladson Cameli. Toda vez que ele quebra o protocolo, vocês estão cochilando.
Vamos lá, aguardar um pouquinho. É com satisfação, novamente, que eu subo aqui
na tribuna para dar continuidade ao meu discurso de hoje. Em nome de todos os
profissionais, serviços gerais e limpeza urbana, eu cumprimento a todos vocês com
um bom dia, um excelente dia para todos nós. E a todos os chefes que foram
destacados pelo vereador Bruno, que são nomeados e não executam as suas
tarefas, o meu repúdio neste dia. Bom, o que nós observamos hoje aqui é que hoje
não é um dia comum para nós. Como já foi dito, essa plenária está maravilhosa; que
todas as terças sejam assim. É um dia típico para nós, para todos nós aqui. É um
dia carregado de muita expectativa para vocês e para nós também. Um dia também
carregado de angústia, mas acredito, Vidal, que é um dia também carregado de
esperança. Sei que os senhores e senhoras estão aqui em busca de alguma
resposta. Não vieram aqui por acaso, nem dar uma passadinha e nem fazer como lá
na Escola do Ensino Fundamental, gazetear um dia de trabalho. Vieram aqui nesta
Casa Legislativa em busca de resposta, e em busca de soluções, e em busca
também de respeito. Como já foi falado, chegou aqui a este Parlamento o projeto de
lei que assumiu um compromisso, claro, com os servidores públicos municipais, que
seria o repasse do auxílio por meio do cartão alimentação. Correto? Muito bem. O
projeto, ele nasceu da realidade concreta. Haja vista que a tabela que foi
apresentada no dia em que chegou o projeto aqui na Câmara revelou a verdade,
dura e incontestável. A realidade era que muitos servidores, e em sua maioria, estão
com salários defasados. E muitos de vocês ainda recebem menos que um salário
mínimo. Foi o que nós presenciamos nas tabelas. Quando essa matéria foi
analisada pelas nossas comissões, eu mantive um voto favorável. E eu o fiz com
convicção, eu o fiz com consciência e com senso de justiça. Era, sem dúvida, uma
iniciativa digna, digna de aplauso naquele momento, pois reconhecia o valor
humano e social daqueles que sustentam o funcionamento diário do nosso
município. Mas hoje, o que nós temos diante de nós, gente? Nós temos uma
incerteza, nós temos um silêncio, nós temos um descumprimento do que foi
proposto e aprovado nesta Câmara. Não se sabe ao certo qual será o desfecho
disso. O que se sabe é que, da mesma forma que esse projeto passou por aqui, foi
encaminhado a esta Casa para ser votado, qualquer decisão que implique desfazer
ou modificar. O compromisso assumido também precisa obrigatoriamente passar por
este Parlamento novamente. A legalidade, o respeito institucional e a transparência
exigem que isso aconteça. Eu quero afirmar aqui, de forma clara e inequívoca, que
esta Casa e, especialmente, a única vereadora mulher, são solidárias a vocês,
profissionais. Vocês é que garantem o equilíbrio, são vocês que garantem o
funcionamento, são vocês que garantem o desenvolvimento do nosso município.
Vocês não são só números, vocês não são somente estatística. Vocês é que fazem
com que esse município funcione. Então, aqui, quando a gente destaca que vocês
não são números, vocês fazem parte de toda essa conjuntura, eu dedico a vocês
todo o respeito deste dia. E o que se tem hoje? É a incerteza. O que vocês
colocarão na mesa de vocês para seus filhos? Quantos de vocês não vão poder dar
aquele presente que já foi feito, a cartinha do Papai Noel? Isso fica na incerteza.
Mas o que nós esperamos como vereadores, como população, como profissionais?
Nós pedimos dias melhores, nós suplicamos por mais transparência, nós suplicamos
que o gestor faça uma reflexão juntamente com seus secretariados e perceba,
localize onde é que está, onde é que está o erro, o que é que está faltando. Se fala
tanto em enxugar, enxugar, gente, nós estamos enxugando, sim, mas nós estamos
enxugando gelo. Quando você enxuga gelo, a água nunca para, nunca para de
jorrar. Então, neste dia, é como os colegas falaram, no primeiro momento, eu
precisei falar daquilo que nós estamos fazendo aqui, Geraldo. Nós estamos
querendo o melhor para a população. Nós contamos, Rosa, os dias que nós
passamos aqui. Já se passou um ano, mais um ano pedindo, pastor Domingos, a
limpeza pública. Obrigado, meu amor. É um ano que nós pedimos iluminação
pública, é um ano que nós pedimos tudo o que a população precisa, inclusive
ramais, pontes, melhor educação. Passamos um ano inteiro falando em merenda
escolar, passamos um ano inteiro falando em transporte escolar, mas nós não nos
calaremos até que pelo menos 90%, 99% melhorem a situação do nosso município.
Eu quero dizer a vocês que contem conosco. E ainda faltando alguns dias para o
Natal, eu quero dizer a vocês que nós temos um Deus poderoso, que eu sigo a
palavra de Deus quando diz, o salmista disse assim: "Eu fui jovem, fui criança e hoje
eu sou velho". Fui criança, fui moça e sou velha, mas nunca vi o justo desamparado.
Vocês não são criaturas de Deus, mas vocês são filhos de Deus. E Deus vela pelos
seus. E há de haver uma solução para o que estamos vivenciando hoje. Ontem
procurei o prefeito, hoje nós já sentamos com o prefeito. E eu quero dizer a vocês a
mensagem que ele disse a mim hoje: juntamente com o presidente da Câmara, farei
o possível para que tudo se resolva ainda este ano. Eu sou uma mulher de fé e ele
ainda falou o seguinte: vereadora, no ano passado apareceram alguns repasses que
não estavam previstos. E eu acredito, dona Marli, que haverá ainda um repasse que
não está previsto, porque o Senhor, pela sua palavra, vela por nós. Eu gostaria de
dizer a vocês mais uma vez: feliz Natal. Mas é um feliz mesmo, porque, mesmo que
as nossas finanças não estejam em dia, mesmo que eu não possa dar o presente do
sonho para meus filhos e para meus familiares, eu posso dar amor, esperança,
carinho e a convicção de que dias melhores poderão vir. Você não tem culpa do que
está acontecendo, eu não tenho culpa. Nós acreditamos, nós acreditamos, mas eu
também acredito que as coisas irão melhorar. E são essas as palavras que eu quero
dizer a todos vocês. Um abraço, um beijo aos meninos da limpeza, uma enorme
gratidão que eu tenho por vocês. Vocês fazem um serviço extraordinariamente
difícil, que até nós não queremos tirar o nosso lixo do nosso banheiro, nós não
queremos tirar o nosso lixo do nosso quintal. Esses meninos dão a vida correndo
risco, correndo risco de se cortar porque não têm EPIs. É outra coisa que eu bato:
vocês não têm EPIs, vocês precisam ter o máximo de cuidado. Nós só temos uma
vida, nós não somos gatos, mas eu desejo a vocês vida longa, vida longa, porque o
município sem vocês não poderia estar da forma que está. Se já está difícil, sem
vocês isso ficaria muito pior. Um abraço do coração de todos. GRANDE
EXPEDIENTE. 5 o ORADOR – Vereador. Diego Souza Nascimento. Bom dia a
todos novamente. Quero começar aqui, nesse grande expediente, ressaltando a
palavra de todos os vereadores que falaram. Concordo plenamente com a fala de
todos, realmente sempre em prol e defesa do nosso município, do nosso povo. E
quero aqui também deixar algumas das nossas pelejas durante esse ano, Vidal,
desde o dia 2 de janeiro, quando a gente assumiu aqui esta casa. Eu sempre
ressalto isso, que é para as pessoas lembrarem como era antes, como é agora. É
uma casa onde eu peguei um carrinho, uma suspensão moída, com 9 mil reais de
multa, com duas motos que no último dia foram roubadas e deixaram para levar, a
verdade foi essa, entendeu? Isso aqui tem que ser refletido, porque quem nos
coloca aqui são vocês. Quem nos coloca aqui são vocês, nós somos empregados
de vocês, nós somos um cargo eletivo: vereador, prefeito, governador, por aí vai.
Quem coloca os seus representantes aqui são vocês. E eu sempre digo que, se o
eleitor avalia por 2 minutos um candidato, ele não erra o voto dele. Independente da
ajuda que tem, que seja, que eu sei que existe na parte pública. E foi tanto que esta
casa fez uma mudança drástica: só voltou um vereador, só um. Eu sempre digo que
eu passei aqui em 2012, minha primeira vez, e não me elegi. Nós estamos em 2025,
a eleição mudou. O senhor Edmar, que mora em frente à minha casa, que até
costumo chamar de meu prefeito: em 2012 não existia internet na Zona Rural. O
WhatsApp entrou em 2013, em julho de 2013. Hoje, se você for lá na Castanheira,
Cláudio Ney, lá no João Paraíba, tem uma Starlink lá em cima da casa dele. Agora
eles estão aqui assistindo a gente ao vivo. Está todo mundo acompanhando, está
todo mundo vendo quem faz, quem não faz. Está todo mundo vendo o antes e o
depois. Esta casa tinha um telhado que tinha 32 anos, um "olhar adentro". Tinha
ninho de pombo e rato aqui, inseto que tinha 30 anos. Não estava bonitinho? Mudou
o telhado, mudou o forro e vai continuar mudando. Eu não ligo para quem não gosta
de mim, entra na fila. Tem vários que não gostam de mim. Vários. Nem Deus
conseguiu agradar todo mundo, quem dirá eu. Eu não vim aqui para agradar todo
mundo. Desculpa. Não vim para agradar todo mundo. Eu vim para fazer o meu
papel. Das pessoas que confiaram o voto em mim, que falaram que iam dar um voto
em mim pelo seu irmão Tiago, que não está mais em vida. "Eu vou dar um voto em
você pelo teu tio João Evaristo." Entendeu? E eu sempre digo que não sou vereador
de 262 pessoas, não. Sou vereador de 12 mil habitantes que moram nesta cidade. E
eu tenho feito o meu papel. E há momentos da nossa vida, igual a Jesus Cristo, que
quando ele saiu e voltou, o povo estava adorando outro senhor. O que foi que ele
fez? Ele virou a mesa para o senhor do povo. Foi quando um delegado veio aqui e
quis me. Como é que se fala Peitar dentro desta casa. Ninguém vai me peitar aqui
dentro. Ainda mais eu estando na minha razão. Ser delegado, porque o que não dá
para existir, André, é sete roubos de caminhonete em 40 dias. Pergunte se alguém
foi lá no Jair perguntar como é que está a vida dele. Pergunte se foi alguém lá no
Guerino. Pergunte se foi alguém lá no Marçal. Pergunte se alguém foi no
Romarinho. Uma cidade deste tamanho, que tem três ruas para baixo e três ruas
para lá. Tu me perguntas aqui onde é que estão as bocas de fumo, eu sei falar. Todo
mundo sabe. Não. Tem momentos em que o cara tem que se posicionar. E eu sou
um cara de posicionamento. Eu me posiciono. Eu sou firme nas minhas ações. E
quem quiser vir para cima de mim, pode vir. Não tem problema. É a democracia. Só
que aqui dentro, enquanto eu for presidente, no dia em que esse cara me peitar
aqui, ele vai me respeitar e vai sempre. Porque eu vou sempre defender o povo, vou
defender os funcionários desta casa e os vereadores. E as coisas melhoraram. Tem
quanto tempo que não houve um roubo, Sebastião? Acalmou ou não acalmou? Mas
teve que ter o quê? Posicionamento. Teve que ter posicionamento. Em tudo na
nossa vida tem posicionamento. Dentro de casa, se eu não olhar minha terra, olhar
minhas coisas lá, se eu não estiver junto, as coisas desandam, Vidal. Se eu não for
olhar minhas coisas lá, André, uma vaca parir de manhã, de tarde, as coisas
desandam. Quando eu voltar lá, tem um bezerro enganchado, um bezerro que não
mamou. Mas tem que ter posicionamento. Até a dona Ângela disse que eu tenho
TDAH. Eu durmo pouco, eu tenho insônia. Três horas da manhã, eu já estou
acordado. Cinco horas da manhã, eu estou no meio do mundo. Sete horas da
manhã, eu já estou aqui dentro. Sou um cara que visita, entende a necessidade das
pessoas e do povo. E volto a falar do Manoel. Ele não é um cara ruim. Só que ele é
o técnico desse time. E o técnico tem que ser igual hoje, um time igual ao Flamengo,
que é o melhor do Brasil. De bons jogadores, tem que ter. Escala o teu time, irmão.
Bota o teu time para jogar, a tua camisa deve botar a bola no peito e botar as coisas
para render. Faz as coisas acontecerem. Não está dando bom, tira, bota no banco.
Quero aqui fazer uma fala do Geram. O Geram diversas vezes esteve aqui e tentou
ajudar como gestão. Tenho que reconhecer isso. Se você não está tendo
oportunidade, o problema é do executivo. É um time, ninguém chega a nenhum
lugar sozinho. Nas nossas casas, do mesmo jeito. Se você não tiver harmonia com o
seu esposo, com o seu filho, desentendimento e divergência vão ter sempre. Se
fosse só amores e flores, seria muito bom. Já tivemos divergência aqui dentro, já. Já
divergi com o Marcondes em, como é que fala, opiniões. Mas eu o respeito. Ele tem
quatro mandatos de vereador, tem que ser respeitado. Eu respeito a dona Branca,
que serve o café, respeito a Élica, que limpa a casa, respeito a dona Marli, a doutora
Tânia, todos os vereadores. E quero falar aqui desse selo ouro: fui eu sozinho que
consegui? Não. É o William, que é o primeiro secretário, é o Felipe, que é o nosso
vice-presidente, são todos os vereadores, todos os funcionários. Não sou eu
sozinho, não. Uma gestão vai bem quando todo mundo anda bem. Começa por
vocês, pelos garis, de verdade. O prefeito pode passar 15 dias fora; passem vocês,
sem limpar o lixo, 15 dias, o rolo que dá nesta cidade. É um time, é uma
engrenagem. E eu sempre digo, aqui eu faço reunião a cada 15 dias, um mês.
Como é que está o portal de transparência? Eu botei para tocar no meu telefone,
Vidal. Você conhece o que é a CPL? Eu não quero sair com meu CPF aqui lascado,
não. É o meu maior medo. Para depois eu não ir na Gazin e não conseguir tirar nem
uma batedeira. Eu não quero isso, não. Estou fora. Posso pegar fama de ruim? Que
pegue. Entra na fila, não gosta de mim? Que Deus abençoe. Que Deus abençoe a
sua vida. Não tem problema. Nós não vamos, André, conseguir agradar todo mundo,
é impossível. Ou o cara faz gestão, tem um pulso firme, ou tu vais ser patrolado,
mano. É só olhar os outros gestores como estão. Eu não quero ser assim. Eu vim
para cá para fazer um diferencial nesta cidade. E eu vou mostrar. 184 mil do Veloso
que está sendo executado, 200 mil do Petecão que esta casa conseguiu, dona
Ângela, Bruno, todos aqui. Fizemos uma reunião aqui onde vocês estão, com as
mães, com as crianças autistas e especiais, que toda quarta-feira têm lá no Chicão,
na equoterapia. São 200 mil reais, Domingos, que vão ajudar com fonoaudiólogo,
com médico, com fisioterapeuta. 200 mil reais, Domingos, que estão sendo
executados lá agora no São Gabriel, que o produtor não está dando um real de óleo,
nem pagando operador. Uma PC, no particular, custa o quê? 700, 800 reais? Quanto
é que é? É de graça. Fruto do Diego Paulista, com o deputado Tadeu Hassem. "O
Diego é Gastão, viaja demais." Viaja? Está no portal de transparência para todos
vocês que quiserem entrar e ver. O dinheiro está onde? Em Brasília. Fui duas vezes.
Um milhão e meio com o senador Márcio Bittar. 300 mil para construir uma capela
mortuária. Um milhão para cavar mais poços para as pessoas que não têm água.
Vou conseguir agora mais um milhão para cavar aqui dentro, neste bairro, no
Quixadá, lá em cima. Quero ajudar o povo desta cidade. O meu legado vai ficar
aqui. Vamos lá na Campo Alegre, Promissão. Por quê? Nós somos o maior
plantador de soja, o maior plantador de milho, seu Nilson, dois minutos que eu
posso concluir. Pecuária forte, maracujá, abacaxi, e nós não temos uma olaria para
gerar 20 empregos. Como vamos crescer desse jeito? Senta com os grandes, irmão.
Senta com o Jorge Moura, senta com o Açougueiro, senta com o Leiteiro. "Vou te
dar 15 terrenos, 3 anos sem imposto, gerar uma indústria aqui na minha cidade."
Como é que nós perdemos uma Gazin daquela que gera 200 mil empregos no
Quinari? Os filhos de vocês poderiam estar aqui hoje; a maioria está indo embora
para o Mato Grosso, Santa Catarina. Está certo, tem que buscar o quê?
Oportunidade de vida. Qual é o pai que quer ver o seu filho longe? Ninguém quer
ver, não. Agora isso cabe a quem? É o prefeito da cidade, que é a maior autoridade.
Quando o cara bota aquela faixa no peito, quem manda na cidade é o cara. Os
empresários, os senadores, os deputados federais não gostam de sentar com
vereador, não. Eles gostam de sentar com o prefeito. O cara quer sentar com o
prefeito, olhar dentro da pupila do olho do cara e dizer: "Não, eu vou ajudar". Está
aqui, 20 terrenos, 3 anos sem imposto. Vamos crescer nossa cidade, vamos
prosperar. Uma cidade rica desse jeito. Você pega agora Plácido de Castro, 700
alunos estudando medicina. Poderia ser aqui nesta vilinha. Sempre coloquei isso
aqui lá atrás. A minha mentalidade é ampla, é grande. Eu penso grande. Eu penso
que esta cidade tem que prosperar, as pessoas que vivem aqui. Então, fico por aqui
para encerrar minhas palavras. Um feliz Natal a todos vocês, ao povo da nossa
cidade. Contem com o meu total e inteiro apoio. Vamos estar sentando de novo esta
semana com o prefeito, para ele fazer o exercício. Vocês precisam receber, vocês
precisam ter salário, vocês precisam ter esse cartão de vocês ativo. Contem comigo,
contem com esta Câmara. Então desejo um Feliz Natal a todos vocês, um próspero
Ano Novo. Quero aqui pedir desculpa. Entendeu? Em nome dos vereadores, em
nome de todos os funcionários, se alguma hora eu me exaltei, eu sou um ser
humano, sou cheio de falhas, não sou melhor que ninguém. E eu tenho grandeza e
humildade de pedir desculpa e perdão quando eu erro, senhor Sebastião. E quem
não perdoa não é perdoado. Eu tenho essa grandeza de pedir desculpa. E contem
com o meu total apoio, porque o Diego Paulista quer ajudar esta cidade, não quer
atrapalhar ninguém. No mais, muito obrigado. Que Deus abençoe a vida de cada um
de nós. ORDEM DO DIA. Foram votados e aprovados por unanimidade os projetos
de lei n° 041/2025. Projeto de lei n° 042/2025. Foi aprovado por unanimidade a
emenda aditiva n°001/2025. EXPLICAÇÃO PESSOAL. Não houve oradores
inscritos. PALAVRA DA PRESIDÊNCIA — Não havendo mais nada a tratar, dou por
encerrada a presente Sessão Ordinária, convidando todos os presentes para a
próxima sessão, que acontecerá em dia e horário regimental.
Câmara Municipal de Capixaba-AC, 16 de dezembro de
2025.
Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial, mas facilita a pesquisa para localizar a publicação oficial.
23 de dezembro de 2025
Câmara
Arquivos e Movimentações Vinculadas
Data da Publicação
Título da Publicação ou Arquivo




